O Carneiro

“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso.”

 

No livro, “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry, o piloto e narrador da história acaba tendo uma pane com seu avião, e assim, cai no deserto do Saara. Não é coincidência que Saint-Exupéry escreveu: “O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar.”  E é justamente no deserto que ele conhece o Pequeno Príncipe, e de certa forma, o próprio piloto vai se reconhecendo novamente, com seu sonho esquecido de criança: ser desenhista. 


Quando o Pequeno Príncipe pede para o piloto desenhar um carneiro, ele não fica satisfeito com o resultado. Então, o piloto de forma bem inteligente desenha uma caixa, afirmando que dentro dela vivia o carneiro que o principezinho tanto pedia. 


Nós já sabemos que o livro “O Pequeno Príncipe” é um livro encantador à primeira vista, mais encantador ainda em suas entrelinhas e significados. A caixa significa o poder da imaginação, capaz de ajudar a contornar problemas que aparecem no dia a dia, e até a lidar com a vida de forma criativa, algo que as crianças dominam, e os adultos quando crescem, se esquecem dessa poderosa virtude. 


Mas o que significa o carneiro? Ao mesmo tempo em que o Pequeno Príncipe fica contente em saber que o carneiro poderá comer os baobás do seu planeta, ele também fica preocupado que o carneiro coma sua amada Rosa.

 

Por essa razão, o carneiro representa a dualidade da entrega do amor: dá prazer e felicidade, mas também pode trazer dor.

A grande lição que Antoine de Saint-Exupéry nos passa é que devemos ser mais como as crianças. Ele escreveu: “Sou da minha infância. Sou da minha infância como de um território.” 

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